Na América Latina, uma contratação equivocada gera impactos que vão muito além do desempenho individual. Estudos indicam que uma má contratação pode reduzir entre 30% e 40% a produtividade da equipe direta, que passa a corrigir erros, cobrir lacunas e compensar falhas deixadas pelo profissional inadequado.
Esse efeito em cadeia compromete resultados, sobrecarrega lideranças e aumenta o turnover. Em um mercado marcado por alta competitividade e pressão por eficiência, errar na contratação custa caro.
O problema raramente é técnico. É comportamental
Um dos erros mais comuns das empresas é contratar com base apenas no currículo técnico. Na prática, a maioria das demissões não acontece por falta de conhecimento, mas por comportamento.
Pesquisas globais, aplicáveis à realidade da América Latina, mostram que 89% das falhas de contratação nos primeiros 18 meses estão relacionadas a questões comportamentais, como:
• baixa inteligência emocional
• dificuldade de adaptação
• falta de proatividade
• desalinhamento cultural
Apenas 11% dos desligamentos nesse período ocorrem por incapacidade técnica.
Isso reforça a importância de processos estruturados de recrutamento e seleção, que incluam avaliação de soft skills, testes comportamentais e análise de fit cultural.
O gap de soft skills na região
O desafio é ainda maior porque 48% dos empregadores na América Latina relatam dificuldade em encontrar candidatos com as soft skills necessárias, como comunicação, liderança e adaptabilidade.
Essa escassez leva muitas empresas a contratações apressadas, feitas para atender urgências operacionais, aumentando o risco de erro e de desligamento precoce.
Currículos imprecisos aumentam o risco de erro
Outro ponto crítico está na triagem. Estudos de consultorias de risco indicam que entre 50% e 75% dos currículos na América Latina apresentam algum tipo de exagero ou informação imprecisa.
As distorções mais comuns incluem:
• nível de idiomas superestimado
• datas de emprego ajustadas para esconder períodos inativos
• inflação de cargos anteriores
Sem ferramentas adequadas de verificação e background check, as empresas contratam perfis que não correspondem à realidade.
Turnover elevado como reflexo de falhas no recrutamento
O Brasil, em especial, apresenta um dos maiores índices de rotatividade do mundo, com taxas médias acima de 50% ao ano em diversos setores.
Além disso, cerca de 30% dos novos colaboradores deixam a empresa nos primeiros 90 dias, período que evidencia falhas no alinhamento de expectativas durante o recrutamento e seleção.
Como mudar esse cenário
Reduzir o impacto de uma contratação errada exige processos mais estratégicos e estruturados, que envolvem:
• definição clara de perfil e expectativas
• avaliação técnica e comportamental
• testes de fit cultural
• verificação de informações
• processos mais ágeis e bem comunicados
Modelos como o a terceirização de recrutamento e seleção (RPO) ajudam as empresas a estruturar o recrutamento como parte da estratégia do negócio, reduzindo riscos, melhorando a experiência do candidato e aumentando a assertividade das contratações.
Recrutamento estratégico com o Grupo STT
No Grupo STT, o recrutamento e seleção é tratado como decisão estratégica, com foco em qualidade, alinhamento cultural e sustentabilidade dos resultados.
Apoiamos empresas com processos de recrutamento estruturados, combinando metodologia, tecnologia e expertise local para transformar a contratação em um fator de crescimento, e não de risco.


